quinta-feira , 25 maio 2017

Doutrina da Prosperidade x Teologia da Prosperidade

Sempre que mencionamos algo a respeito da Teologia da Prosperidade muita gente confunde as coisas e tem sempre um que aparece com aquela frase ridícula criada por algum ‘prosperista’ : “É melhor pregar a teologia da prosperidade do que a teologia da miséria”. Só que não existe nenhuma ‘teologia da miséria’ e outra coisa importante é que ninguém está contra a prosperidade bíblia,  não se trata dessa prosperidade que a Bíblia menciona.

A Bíblia mostra em vários textos a DOUTRINA DA PROSPERIDADE, o que é bem diferente da TEOLOGIA DA PROSPERIDADE. Então quando falamos que o crente não deve apoiar esses movimentos prosperistas, estamos nos referindo a Teologia e não a Doutrina da prosperidade, que é sim bíblica e deve ser almejada e contemplada por todos os filhos de Deus.

Se os defensores da Teologia da Prosperidade conhecessem a origem dessa heresia jamais pregariam isso nas igrejas. Procurem se informar quem criou essa Teologia e baseado em que ele chegou a essa conclusão.

Essa teologia é bem antiga, teve sua origem com o norte-americano Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866). Quimby dedicou-se ao estudo da “cura espiritual”, estudo este iniciado com a prática da hipnose, que havia há pouco sido introduzida nos Estados Unidos. Depois de identificar, pela hipnose, de que uma mente poderia influenciar outra, Quimby começa a elaborar o que afirmava ser a “cura das doenças pela mente”. Fundador do Novo Pensamento, tornou-se conhecido como o guru da Ciência da Mente.

Após sua morte, Mary Baker Eddy, influenciada pelos seus ensinamentos espíritas fundou a Igreja da Ciência Cristã em 1879. Os promotores dos ideais de Quimby procuram se passar por cristãos evangélicos, mas a Bíblia nos adverte com relação a eles e seus assemelhados: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7: 15).

O principal idealizador dessa teologia da prosperidade foi Essek William Kenyon (1867-1948). kenyon foi pastor de várias igrejas nos Estados Unidos, tendo até fundado uma denominação. Influenciado por ideias de seitas que pregavam o poder da mente, a crença na inexistência de doenças pelo poder da mente e o poder do pensamento positivo, acabou ampliando e oficializando a Teologia da Prosperidade.

Os principais ensinos desse movimento eram a cura, a saúde, a abundância, a prosperidade, a riqueza e a felicidade, e todas via o poder da mente.

Foi em uma reunião, em Boston, na Igreja de Phineas Parkhust Quimby que Essek teve essa visão de ampliar a Teologia da Prosperidade. Essek Kenyon era um pastor que tentava tornar confiável a feitiçaria usando a linguagem científica. Da mistura da fé científica com a feitiçaria nasceu a Teologia da Prosperidade.

Essa teologia ensina de que o cristão verdadeiro tem o direito de obter a prosperidade financeira e está imune a todas as doenças, podendo inclusive exigir tais coisas de Deus durante a vida presente sobre a Terra. Para isso, basta apenas que use o nome de Jesus e “chame a existência aquilo que não existe”, imitando o que Deus fez na criação do mundo.

Ao contrário do que muitos imaginam, essa Teologia não se originou entre os pentecostais. Essex Kenyon era de origem metodista e acabou se associando a algumas seitas sincréticas da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos.

Outro grande divulgador desse movimento foi Kenneth Hagin. Em 1934 Hagin começou seu ministério como pregador batista. Em 1949 começou a envolver-se com pregadores independentes de cura divina e em 1962 fundou seu próprio ministério. Finalmente, em 1966 fez da cidade de Tulsa, em Oklahoma, a sede de suas atividades. Ao longo dos anos, o Seminário Radiofônico da Fé, a Escola Bíblica por Correspondência Rhema, o Centro de Treinamento Bíblico Rhema e a revista “Word of Faith” (Palavra da Fé) alcançaram um imenso número de pessoas. Outros recursos utilizados foram fitas cassete e mais de cem livros e panfletos.

Hagin dizia ter recebido a unção divina para ser mestre e profeta. Em seu fascínio pelo sobrenatural, alegou ter tido oito visões de Jesus Cristo nos anos 50, bem como diversas outras experiências fora do corpo. Segundo ele, seus ensinos lhe foram transmitidos diretamente pelo próprio Deus mediante revelações especiais. Todavia, ficou comprovado posteriormente que ele se inspirou grandemente em Kenyon, a ponto de copiar, quase palavra por palavra, livros inteiros desse antecessor. Em uma tese de mestrado na Universidade Oral Roberts, D. R. McConnell demonstrou que muito do que Hagin afirmou ter recebido de Deus não passava de plágio dos escritos de Kenyon. A explicação bastante suspeita dada por Hagin é que o Espírito Santo havia revelado as mesmas coisas aos dois.

No Brasil

Os ensinos de Hagin influenciaram um grande número de pregadores norte-americanos, a começar de Kenneth Copeland, seu herdeiro presuntivo. Outros seguidores seus foram Benny Hinn, Frederick Price, John Avanzini, Robert Tilton, Marilyn Hickey, Charles Capps, Hobart Freeman, Jerry Savelle e Paul (David) Yonggi Cho, entre outros. Em 1979, Doyle Harrison, genro de Hagin, fundou a Convenção Internacional de Igrejas e Ministros da Fé, uma virtual denominação. Nos anos 80, os ensinos da confissão positiva e do evangelho da prosperidade chegaram ao Brasil. Um dos primeiros a difundi-lo foi Rex Humbard. Marilyn Hickey, John Avanzini e Benny Hinn participaram de conferências promovidas pela Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno (Adhonep). Outros visitantes foram Robert Tilton e Dave Robertson.

Entre as primeiras manifestações do movimento estavam a Igreja do Verbo da Vida e o Seminário Verbo da Vida (Guarulhos), a Comunidade Rema (Morro Grande) e a Igreja Verbo Vivo (Belo Horizonte). Alguns líderes que abraçaram essa teologia foram Jorge Tadeu, das Igrejas Maná (Portugal); Cássio Colombo (“tio Cássio”), do Ministério Cristo Salva, em São Paulo; o “apóstolo” Miguel Ângelo da Silva Ferreira, da Igreja Evangélica Cristo Vive, no Rio de Janeiro, e R. R. Soares, responsável pela publicação da maior parte dos livros de Hagin no Brasil. Talvez a figura mais destacada dos primeiros tempos tenha sido a pastora Valnice Milhomens, líder do Ministério Palavra da Fé, que conheceu os ensinos da confissão positiva na África do Sul. As igrejas brasileiras sofreram o impacto de uma avalanche de livros, fitas e apostilas sobre confissão positiva. Ricardo Gondim observou em 1993: “Com livros extremamente simples, [Hagin] conseguiu influenciar os rumos da igreja no Brasil mais do que qualquer outro líder religioso nos últimos tempos”.

Apartir dos anos 80, várias denominações pentecostais norte-americanas se posicionaram oficialmente contra os excessos desse movimento (Assembleias de Deus, Evangelho Quadrangular e Igreja de Deus). Autores como Charles Farah, Gordon Fee, D. R. McConnell e Hank Hanegraaff, todos simpatizantes do movimento carismático, escreveram obras contestando a confissão positiva e suas implicações. Eles destacaram como, embora essa teologia pareça uma maneira empolgante de encarar a Bíblia, ela se distancia em pontos cruciais da fé cristã histórica.

Se alguém define isso como sendo bíblico, desculpe mas pra mim não tem nada de bíblico disso.
Pregar Teologia da Prosperidade baseado em textos isolados do Antigo Testamento é uma heresia. Cuidado Povo de Deus, os mercadores da fé estão por todos os lados.
A VERDADEIRA PROSPERIDADE

“Tu és o meu Senhor; não tenho bem maior além de ti” – Sl 16.2;
“Quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti” – Sl 73.25.
“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” – Mt 6.33, 34.

A verdadeira prosperidade está em permanecer constantemente na presença de Deus, de onde nos vem tudo que precisamos, conforme a Sua própria palavra em Filipenses 4:19 – “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.”

Deus é nosso bem maior, precisamos entender isso além das músicas que cantamos em nossos louvores

Não é pecado ser rico e muito menos querer ter um bom padrão de vida financeiro, é preciso trabalhar para que isso aconteça em nossas vidas, a bíblia nos ensina que a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro e não que o dinheiro seja a raiz de todo mal. De nada adianta ter muito dinheiro se ele não serve para ser usado para glorificar o nome de Jesus e para manter a obra evangelizadora da igreja. Se você tem o sonho de ficar rico, trabalhe para isso e peça a Deus que te dê não somente riqueza mas também o dom de contribuir na sua obra deliberadamente, sem fingimentos ou para se aparecerem para a igreja.

Nos Laços do Calvário,
Pr. Valtair Freitas

Fontes de pesquisa:

William Macdonald – Comentário Bíblico popular (NovoTestamento)
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Revista Ensinador Cristão – nº 49.Caramuru Afonso Francisco – A promessa da verdadeira Prosperidade

Sempre que mencionamos algo a respeito da Teologia da Prosperidade muita gente confunde as coisas e tem sempre um que aparece com aquela frase ridícula criada por algum ‘prosperista’ : “É melhor pregar a teologia da prosperidade do que a teologia da miséria”. Só que não existe nenhuma ‘teologia da miséria’ e outra coisa importante é que ninguém está contra a prosperidade bíblia,  não se trata dessa prosperidade que a Bíblia menciona. A Bíblia mostra em vários textos a DOUTRINA DA PROSPERIDADE, o que é bem diferente da TEOLOGIA DA PROSPERIDADE. Então quando falamos que o crente não deve apoiar…

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Sobre Pr. Valtair Freitas

é pastor, ministro da Igreja Assembleia de Deus, conferencista, bacharel em teologia, residente em Boston (USA) desde 1997

Um comentário

  1. Parabéns pelo conteúdo e estrutura do seu blog!

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